HERÓIS INVISÍVEIS

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Criado em 2018 pela Internacional de Educação (IE), o Dia Mundial do Funcionário da Educação é comemorado pela primeira vez neste 16 de maio de 2019. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), afiliada da IE, enfatiza que para alcançar uma educação de qualidade é preciso buscar a valorização do trabalho dessas pessoas.

A categoria dos funcionários da educação é formada por auxiliares administrativos, merendeiras(os), auxiliares de serviços gerais, de apoio e vigilância, e cada um deles é fundamental para a escola. “O trabalho deles é imprescindível, mas muitos se sentem esquecidos e as entidades sindicais têm como meta mudar essa realidade”, ressalta Zezinho Prado, secretário de Funcionários da Educação da CNTE.

Dentro de uma instituição é importante ter o reconhecimento dos trabalhadores, por isso o Dia Mundial é tão relevante. “Assim como uma escola não funciona sem alunos e professores, não é possível uma escola funcionar sem funcionários da educação. A intenção é que todos os funcionários, em nível internacional, possam ter seu espaço dentro das entidades sindicais de seus países. Que eles tenham vez e voz, e que possamos entender que a IE é para todos aqueles envolvidos no processo educacional”, explica Zezinho.

A Internacional da Educação divulgou pesquisa inédita sobre estes trabalhadores mostrando que em todas as regiões do mundo eles não se sentem reconhecidos. A maioria são do sexo feminino e mal remunerados, ganhando menos do que o salário médio do seu país. Muitos têm condições de trabalho precárias; suas posições são frequentemente terceirizadas e colocadas em risco devido a cortes nos orçamentos de educação. Além disso, têm pouca oportunidade de progressão na carreira ou desenvolvimento profissional. Acesse a pesquisa (em inglês).

O Secretário Geral da Internacional da Educação, David Edwards, destaca: “O Dia Mundial do Funcionário da Educação é um convite para celebrar estes trabalhadores. Junte-se a nós para elevar o status deles e defender suas condições de trabalho e direitos trabalhistas”.

*Com informações da Internacional da Educação