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Além de indicar retomada do movimento de massas no Brasil, a mobilização inspira a necessária resistência aos tempos sombrios

A Greve Nacional da Educação do último dia 15 de maio mobilizou milhões de pessoas pelo país afora, das capitais a centenas de cidades do interior do Brasil. O chamamento da CNTE ao dia 15 de maio forjou uma unidade política do campo progressista mais do que nunca necessária ao momento atual, unificando todos os segmentos e níveis da educação brasileira. O esforço, agora, é para que esse dia represente o início de um processo de resistência feito a partir dos movimentos de massa, ocupando as ruas do país. Sintomático disso é a convocação feita pelo movimento estudantil a partir de suas entidades de representação: a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) já convocam a todos para que, no próximo dia 30 de maio, as ruas sejam novamente tomadas pela pauta da educação, em uma data em que eles estão chamando de “segundo dia nacional em defesa da educação”. Esse movimento do dia 30 de maio contará com o apoio dos educadores e educadoras de todo o país, e assim como foi o último dia 15, será mais uma oportunidade para mobilizar a sociedade brasileira para o dia da Greve Geral da Classe Trabalhadora, no próximo dia 14 de junho.

É fundamental que nossas próximas mobilizações consigam indicar a união imprescindível entre as lutas em defesa da educação e contra a Reforma da Previdência. Essas duas frentes de luta são faces da mesma moeda e que, se potencializadas de forma adequada, tem o condão de incendiar as ruas desse país, já que ambas as bandeiras representam um ataque ao futuro de todos os brasileiros e brasileiras. É fundamental que a unidade dessas pautas reverbere em todo canto do Brasil. É nossa responsabilidade fazê-la!

O incremento das lutas daqui para frente deve intensificar o movimento de massas no país, a unidade entre todos os setores sociais e a mobilização permanente de nosso povo. Em função disso, a última reunião da direção da CNTE apontou algumas ações e diretrizes para todas as entidades afiliadas, a fim de contribuir com o atual processo de resistência no Brasil: (i) assumir as terças e quintas feiras como dias de pressão em cima dos parlamentares nos aeroportos brasileiros; (ii) de sexta a segunda, envolvendo também os sábados e domingos, propor ações nos Estados diante das casas dos/as deputados/as e senadores/as – fundamental atentar para a agenda dos/as parlamentares nos seus Estados, propondo ações diversas de pressão; (iii) do dia 20 a 24 de maio, realizar uma semana para que todos os/as trabalhadores/as em educação do país calculem seus prejuízos na eventual aprovação da Reforma da Previdência; (iv) no dia 30 de maio se somar ao chamamento do movimento estudantil e ocupar as ruas do país em mais um dia de manifestações em defesa da educação brasileira; (v) fazer do dia 31 de maio um Dia Nacional de Debates sobre o Corte de Gastos em Educação e a Reforma da Previdência; (vi) somar a nossa participação na Semana de Ação Mundial (SAM) da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, dos dias 02 a 09 de junho, quando todos se voltarão a debater os rumos do Plano Nacional de Educação – PNE; (vii) no dia 14 de junho se somar a todas as categorias de trabalhadores do país e realizar uma grande greve geral da classe trabalhadora; (viii) dos dias 14 a 26 de junho, propor a nossas entidades afiliadas se envolverem nos festejos juninos com ações criativas contra a Reforma da Previdência e em defesa da educação.

Todo esse conjunto de ações se presta a nos deixar em permanente mobilização contra os ataques promovidos por este governo ao conjunto da classe trabalhadora. Ocupar as ruas, as mentes e os corações do nosso povo é o caminho para derrotar essas medidas nefastas do governo Bolsonaro contra todos/as os/as educadores/as brasileiros/as. Não aceitaremos a tática de nos dividir para, assim, conseguirem aprovar essa Reforma da Previdência que põe fim a todo o nosso sistema de seguridade social. Se não é bom para nós, não pode ser bom para ninguém!

Brasília, 17 de maio de 2019
Direção Executiva da CNTE