APOIO

Em assembleia realizada no último dia 20 de maio, os/as trabalhadores/as em educação do Estado, por livre e soberana vontade, decidiram pela deflagração de um movimento grevista da categoria por um período de 15 dias. Obedecendo a sua instância máxima de deliberação, o SINSEPEAP inicia o movimento grevista no dia 27 de maio, data também definida em assembleia da categoria. Desde o seu começo, a greve dos/as educadores/as da rede estadual de ensino do Estado tem enfrentado toda ordem de ataques e violência do Governo do Estado contra os/as profissionais de educação: em um primeiro momento, a Procuradoria do Estado pede ao Tribunal de Justiça o reconhecimento da ilegalidade do movimento, solicitando ao poder judiciário do Estado, pasmem todos/as nós, que não se ouça o contraditório na referida ação, que no caso tratava-se do próprio SINSEPEAP. Na mesma ação, o Governo de Waldez Góes imputa um valor de multa altíssimo ao sindicato para inviabilizar o movimento, em caso de negativa do cumprimento da ordem judicial que, por fim, terminou sendo acatada pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Se não bastasse a ação inicial claramente intimidatória do Governo e da Justiça Estadual, diante da força e do sucesso do movimento grevista, que atinge cerca de 90% das 475 escolas estaduais, o Governador Góez, mais um vez por meio de sua Procuradoria, solicita ao poder judiciário do Estado o bloqueio de R$ 1,2 milhão do sindicato pelo descumprimento. Eles creem que desmobilizarão a categoria por meio da asfixia financeira da entidade. Resta deixar claro que eles estão muito equivocados: os/as trabalhadores/as em educação do Estado de Amapá cumprirão a sua determinação de, conforme deliberado em assembleia, realizar a greve por tempo determinado de 15 dias. Não sujeitarão os/as trabalhadores/as e tampouco a sua entidade de representação à tirania de um governo que prefere gastar energia com disputas judiciais do que envidar esforços para resolver as questões da educação de seu povo.

Os/as educadores/as de todo o país, por meio da CNTE, prestam a sua mais contundente solidariedade ao SINSEPEAP e aos seus dirigentes, além de se colocar disponível para apoiar qualquer esforço de mediação que deveria ser interesse de um governo que desse valor à educação de seu Estado.

Brasília, 03 de junho de 2019
Direção Executiva da CNTE