MEIO AMBIENTE

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Celebrado no dia 5 de setembro, o Dia da Amazônia é uma data de conscientização e protestos. A CNTE convida professores, estudantes e comunidade a debaterem a importância da floresta para o planeta. Em um cenário de aumento do desmatamento, é urgente cobrar ações de proteção da floresta amazônica e seus ecossistemas. "É uma data importante para a vida dos seres humanos. Cuidar do meio ambiente é cuidar do mundo para vivermos com saúde e felicidade. Por isso, o engajamento no debate para refletir sobre o que o governo Bolsonaro está fazendo com a Amazônia. Refletir para resistir e evitar a destruição da maior floresta tropical do planeta", avalia o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Biodiversidade e mudança do clima - a Amazônia ocupa 49,29% do território brasileiro, é hoje o maior bioma do mundo, que abrange nove países (Brasil, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana Francesa e Suriname), e abriga diversas comunidades tradicionais que dependem diretamente da floresta para o seu sustento. São cerca de 40 mil espécies de plantas, 300 espécies de mamíferos, 1,3 mil espécies de aves, habitando em 4,196.943 km² de florestas densas e abertas. É um dos maiores patrimônios naturais de riqueza da biodiversidade mundial - os cientistas alertam que a maior parte das espécies que vivem nas florestas ainda não é conhecida: estima-se que apenas 15% delas foram catalogadas. 

Além de proteger a fauna, a flora e as comunidades, manter a floresta amazônica em pé também é importante para o clima mundial. No Brasil, a queima de florestas está entre os principais fatores que causam as mudanças climáticas em todo planeta. A Política Nacional sobre Mudança do Clima, criada pela Lei n° 12.187/2009 e regulamentada pelo Decreto n° 7.390/2010, estabeleceu como compromisso nacional voluntário ações voltadas à mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEEs), com vistas a reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões projetadas até 2020. Para atingir essa meta, entre as principais ações de mitigação, destaca-se o objetivo de redução de 80% dos índices anuais de desmatamento na Amazônia Legal, em relação à média verificada entre os anos de 1996 e 2005, e a redução de 40% dos índices anuais de desmatamento no bioma Cerrado em relação à média verificada entre 1999 e 2008.

O governo Bolsonaro não está honrando esse compromisso de proteção das florestas: de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ( Inpe ), o número de focos de calor na Amazônia Legal aumentou 227% se comparado ao mesmo período do ano de 2018. O mês de agosto deste ano foi o pior mês para a Amazônia desde 2010. O número de queimadas na região triplicou em relação a agosto do ano passado, passando de 10.421 em 2018 para 30.901 em 2019. O recorde anterior, há nove anos, foi de 45.018 focos de incêndio na parte brasileira do bioma. Mesmo com esses dados alarmantes, o Ministério do Meio Ambiente reduziu em 34% a verba para combater incêndios em 2020.

Para o o professor do Departamento de Economia da FEA-USP, Ricardo Abramovay, a conivência do governo federal com as queimadas e o desmatamento, estão na ponta de lança de um processo, que pode levar a floresta ao estado de savanização, quando suas características se alteram e seu aspecto se torna parecido ao cerrado brasileiro, levando ao desaparecimento de espécies da fauna e da flora locais - saiba mais na série de reportagem "Floresta em Perigo"

Na avaliação da CUT Brasil, o ataque do governo está ligado aos interesses de mineradoras e do grande agronegócio brasileiro, e tem como objetivo destruir o meio ambiente para avançar sobre os territórios. A Central também desnuncia que os ataques vêm acompanhados de um aumento da violência e mortes no campo e na floresta - em 2018 o número de atingidos por conflitos no campo chegou a quase 1 milhão de pessoas e nos últimos dois anos e 98 foram assassinadas - leia a nota completa.

PROTESTOS
Nesta quinta-feira, 5 de setembro, movimentos sociais promovem atos em várias cidades do país contra a destruição da floresta amazônica. Haverá caminhadas e panfletagens que também vão questionar o impacto de grandes obras para os povos tradicionais. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), destacou que é necesssário “uma grande demonstração de repúdio a toda prática destrutiva, bem como à política ambiental equivocada do atual governo federal" - acesse os locais de mobilização


Para a CUT Brasil o ataque do governo está ligado aos interesses de mineradoras e do grande agronegócio brasileiro, e tem como objetivo destruir o meio ambiente para avançar sobre os territórios

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