ORGANIZAÇÃO E LUTA

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Essa semana representa um marco na história da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Desde abril de 2018, quando houve a prisão arbitrária do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a entidade deliberou por transferir todas as atividades programadas para Curitiba-PR, por tempo indeterminado, até que Lula fosse libertado. Mesmo enfrentando as dificuldades logísticas, a CNTE, apoiada pelos Sindicatos afiliados, manteve o compromisso e, durante os 580 dias do cárcere na capital paranaense, apoiou a resistência através de visitas regulares à Vigília Lula Livre.

Em 08 de novembro passado, Lula voltou à liberdade e agora a CNTE retorna a Curitiba com o propósito de reafirmar a defesa incondicional da educação pública e do estado democrático de direito. A programação de atividades iniciou-se neste domingo (01/12) com a reunião dos Coletivos e continua a partir de amanhã (02 e 03/12) com o Encontro da Rede de Mulheres da Internacional da Educação para América Latina (IEAL), Encontro do Movimento Pedagógico Latino-americano (03, 04 e 05/12) e 3ª Plenária Intercongressual da CNTE (06 e 07/12).

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Hoje, o Coletivo de Assuntos Municipais, o Departamento de Especialistas (DESPE), o Coletivo de Mulheres e o Coletivo de Saúde dos/as Trabalhadores/as em Educação se reuniram para tratar de assuntos específicos de cada pasta. Na reunião do DESPE a condução dos trabalhos esteve a cargo do professor Mário Sérgio, Coordenador do Departamento na CNTE e contou com a participação da professora Aparecida Reis, pedagoga da Rede Estadual do Paraná e Secretária de Formação da CUT-PR, para debater a prática docente e a organização coletiva na escola, como atos de resistência. Foi um espaço para reflexão sobre a importância de articulação do trabalho educacional reforçando a função social do espaço escolar na disputa da narrativa.

Os Municipais iniciaram a reunião com uma análise de conjuntura pelo professor Heleno Araújo, Presidente da CNTE, que apresentou dados estatísticos contrapondo a realidade social presente, com a que era vivida na época dos governos do campo popular democrático. Ele frisou a importância da unidade na luta pelo modelo de currículo educacional. “Devemos continuar firmes na resistência, fortalecendo as organizações sindicais e nossa atuação junto às bases e na organização dos espaços de trabalho”, desafiou Heleno. Também houve debate sobre o FUNDEB Permanente que, para Cleiton Gomes da Silva, Secretário de Assuntos Municipais da CNTE, é uma das principais bandeiras de luta da educação na atualidade.
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No Dia Mundial de Luta contra a AIDS, o Coletivo de Saúde debateu a questão da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras em Educação com recorte de raça e combate a LGBTQ+ fobia, assim como o adoecimento dos profissionais da educação no Brasil de maneira geral. A Secretária de Saúde dos/as Trabalhadores/as em Educação da CNTE, Francisca Seixas, facilitou o debate com os convidados Andrey Lemos, mestre em políticas públicas, tecnologista em gestão de políticas públicas no Ministério da Saúde e presidente da União Nacional LGBT e o médico perito do Ministério Público doTrabalho, Elver Moronte.
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A organização das mulheres educadoras e a política de gênero são desafios que foram discutidos na reunião do Coletivo de Mulheres, coordenada pela Secretária de Relações de Gênero da CNTE, Berenice Jacinto. Deu-se ênfase no aviltamento das condições de trabalho e na retirada de conquistas dos trabalhadores, em particular das mulheres, que são as maiores vítimas da precarização do trabalho e dos retrocessos. As educadoras que participaram do encontro afirmaram a importância de fazer o debate da desigualdade e do debate será aprofundado amanhã e depois (02 e 03/12), durante o Encontro da Rede de Mulheres.

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Fotos: Joka Madruga | Texto: Jordana Mercado