ESPLANADA DOS MINISTÉRIOS

 

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Em defesa da universidade pública, e gratuita e de qualidade, estudantes , trabalhadores e trabalhadoras da educação preparam um grande dia de mobilização, nesta quinta-feira (9).
Contra os cortes orçamentários da educação e a cobrança de mensalidades nas universidades públicas, o ato, apoiado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) acontecerá em todo o Brasil. Em Brasília, a concentração será em frente ao Museu Nacional da República, na Esplanada nos Ministérios.

Sob ataque do governo de Jair Bolsonaro (PL) a quase quatro anos, as universidades públicas estão ameaçadas. No último dia 27 de maio, o governo federal ressuscitou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 206/2019, que propõe a cobrança de mensalidades nas universidades federais. Na ocasião, o governo federal anunciou que R$ 3,2 bilhões da verba prevista para o Ministério da Educação (MEC) em 2022 será bloqueada.

“Defender a educação pública no nível superior é garantir o acesso e a permanência e uma educação de qualidade para os estudantes. Temos que ter esse olhar, porque são os filhos e as filhas da classe trabalhadora que estão nas universidades públicas”, afirma Guelda Cristina de Oliveira Andrade, secretária de Assuntos Educacionais da CNTE.

A PEC 206 foi apresentada na ocasião pelo deputado General Peternelli (União Brasil) e está em tramitação no Congresso Nacional desde 2019. Segundo as entidades que mobilizam o dia de luta em defesa da educação pública e gratuita, o valor do corte representa 14,5% no orçamento do MEC. O bloqueio atinge em cheio os Institutos e as Universidades Federais.

De acordo com Guelda Cristina, o movimento dos estudantes é fundamental para reverter o corte da Educação Federal e fazer o governo e sua base aliada no Congresso recuarem nessa intenção de cobrar pelo ensino superior no país.

“Isso mostra, inclusive, que a educação tem cumprido seu papel de despertar o senso crítico nesses estudantes que estão tanto na educação básica, no ensino médio, nas universidades e na pós-graduação”, destaca Guelda, que complementa: “Quando a gente faz esse movimento com os estudantes, estamos nas ruas reivindicando direitos, lutando por qualidade na educação e o direito à educação pública e gratuita para todas e todos”, continua.

Cortes perversos na educação

Para a presidenta da UNE, Bruna Brelaz, esse é mais um golpe do governo Bolsonaro contra a educação pública e gratuita. Ela afirma que os estudantes vão reagir e preparam várias assembleias estudantis em todas as regiões do país para barrar este ataque.

“Esse corte é especialmente perverso porque além de inviabilizar que os Institutos Federais da Educação, Ciência e Tecnologia (IFES) continuem funcionando, ainda afeta os estudantes mais vulneráveis, que precisam de auxílio de permanência para continuar os estudos”, destacou a presidenta.

Segundo o governo, o bloqueio é necessário porque “houve aumento da estimativa com gastos obrigatórios”, mas não explicou qual foi o aumento com gasto obrigatório.
"Bolsonaro, tira a mão da Federal!" é o lema do ato convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e demais entidades. “A CNTE apoia a atividade dos estudantes por considerar que somos uma entidade que representa todos os educadores da educação básica do país inteiro”, reitera Guelda Cristina.