Uma sociedade justa e igualitária precisa romper com as desigualdades históricas entre homens e mulheres, sobretudo nos espaços de representação política. A CUT entrou para a história do movimento sindical como a primeira central a aplicar a paridade de gênero. Essa medida foi deliberada em 2012, no 11º Congresso da Central Única dos Trabalhadores (Concut), que definiu a obrigatoriedade estatutária de as direções da CUT nacional e em todos os estados do Brasil terem 50% de mulheres e 50% de homens, a partir de então.

A CNTE, filiada à CUT, também avança nesse campo: a atual diretoria é composta por 26 mulheres (metade dos membros). A novidade desta gestão é que elas estão ocupando cargos importantes como a vice-presidência e a secretaria de finanças, além de dividir igualmente os cargos com os homens. Desde a gestão anterior a secretaria geral já estava sob o comando de uma mulher.

A categoria dos trabalhadores em educação é formada majoritariamente por mulheres. Por isso, é ainda mais importante que o sindicato que as representa também possa espelhar essa realidade.

No estudo Mulheres no Trabalho: Tendências 2016, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontou que as mulheres ganham 77% do salário que os homens recebem para executar o mesmo tipo de função. A entidade estimou que a paridade salarial entre mulheres e homens vai levar mais de 70 anos para ser alcançada.

Com a conquista da paridade na CNTE, as mulheres sindicalistas estão enfrentando o círculo vicioso do machismo e do patriarcado, presente na sociedade e no movimento sindical. Elas estão alcançando cada vez mais reconhecimento e condições necessárias para que, de fato, a igualdade de gêneros aconteça no mundo do trabalho e em todos os espaços de representação.

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