Corajosa, destemida, justa, atuante, guerreira, aguerrida, militante, lutadora, sensível e verdadeira. Esses são alguns dos muitos adjetivos que vêm descrevendo o posicionamento da Mátria ao longo desses 20 anos de existência. Mas, mais do que isso, também foram esses os memos adjetivos que marcaram a postura da cantora, compositora e, acima de tudo, mulher, Elza Soares por toda a sua vida. E quis o destino, sabe-se lá por que capricho, que fosse ela a homenageada dessa edição comemorativa da revista que, há duas décadas, também solta a voz em defesa do feminino plural.

Essa vigésima edição de Mátria também fala de política, da atuação das nossas representantes no Congresso Nacional e da nossa representatividade nas eleições que se aproximam, cobrando uma participação ainda maior das mulheres para os postos no executivo e legislativo federal, estadual e distrital, para diminuir a desigualdade entre os gêneros e para trazer mais qualidade ao debate. E por falar em desigualdade, a revista também sai em defesa da Lei das Cotas, cuja reavaliação está no centro das discussões este ano, e cuja importância é fundamental para a igualdade econômica e social no país.

Nas páginas de Mátria, você ainda vai encontrar uma entrevista exclusiva com a cientista Lorena Barberia, professora do departamento de Ciência Política da USP e membro do Observatório Covid-19 BR, que fala sobre a movimentação feminina na ciência e seu grande destaque no combate à pandemia. E o Coronavírus também é destaque na matéria sobre os órfãos da Covid-19, aquelas mais de 130 mil crianças e adolescentes que perderam a família para a doença, como a jovem Giovanna que, ao contar sua história à CPI da Covid, no Senado, fez chorar até o intérprete de LIBRAS, obrigando-o parar para se recompor.

Mátria também sai em defesa da manutenção das demarcações de terras indígenas e denuncia a ação de grupos criminosos interessados em modificar a aplicação do Estatuto do Índio com a introdução do Marco Temporal. Além disso, você também vai conhecer uma iniciativa que mudou a vida de pessoas trans por meio de um portal de empregos que promove o encontro de trabalhadores trans com empresas sem preconceito. Ainda no quesito trabalhadores, uma matéria sobre o fenômeno da “uberização” alerta para os riscos desse tipo de contrato de trabalho, sem benefícios trabalhistas, no ensino remoto.

A violência contra mulher, infelizmente, ainda é um tema que frequenta nossas páginas. Um tema recorrente, desde a primeira edição, porque essa prática covarde ainda persiste, tendo se agravado no confinamento imposto pela pandemia, como pode ser visto na matéria “Violência entre quatro paredes”. Mas a luta corajosa das mulheres do campo contra a ameaça da aprovação de novos agrotóxicos pelo Congresso, também merece destaque em nossas reportagens. Todos esses assuntos, além de artigos inteligentes e instigantes, você vai encontrar nesta edição comemorativa dos 20 anos da Revista Mátria.

Boa leitura!

Diretoria Executiva da CNTE

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