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[AM] Sinteam se une à comunidade escolar e protesta contra falta de merenda

Publicado: 07 Agosto, 2026 - 17h55

Escrito por: SINTEAM | Editado por: CNTE

Eram 9h da manhã quando os alunos do anexo da Escola Estadual Ayrton Senna, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus, já estavam sendo liberados. O motivo: cinco salas de aula sem ar-condicionado e a suspensão da merenda escolar por falta de gás de cozinha para o preparo dos alimentos.

A situação se estende há mais de uma semana e motivou uma manifestação na frente da unidade de ensino hoje (28/7), que contou com a participação de pais, alunos, trabalhadores e o apoio do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).

A diretora de Finanças do sindicato, Vanessa Antunes, disse que irá encaminhar ofícios à Seduc, ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT), solicitando providências urgentes.

"Estamos vivendo o período mais quente do ano na nossa região. Manter estudantes e trabalhadores em salas de aula com aparelhos de ar-condicionado sem funcionamento compromete a saúde, o aprendizado e as condições de trabalho. Esperamos que a Seduc adote as providências necessárias com a urgência que o caso exige", disse.

Segundo relatos da comunidade escolar, cinco salas de aula, que representam metade das salas da escola, estão com os aparelhos de ar-condicionado quebrados, afetando turmas com média de 35 a 38 estudantes. Entre eles estão alunos com deficiência que, de acordo com professores e familiares, já passaram mal em razão do calor intenso registrado nas salas.

Ainda conforme as informações repassadas ao sindicato, o problema foi comunicado à Seduc há vários meses, mas, até o momento, os equipamentos não foram reparados.

Durante a manifestação, pais e responsáveis apresentaram um abaixo-assinado cobrando a manutenção dos aparelhos e a adoção de medidas que garantam condições adequadas de ensino e aprendizagem.

O Sinteam levará o caso ao Ministério Público Estadual e ao Ministério Público do Trabalho, por entender que a situação compromete tanto o direito dos estudantes a um ambiente adequado de aprendizagem quanto as condições de trabalho dos profissionais da educação.