[AP] Trabalhadores da educação do Amapá aprovam greve geral da rede estadual de ensino
Profissionais da educação aprovaram greve, a partir do dia 13 de abril, para exigir do governo do Amapá o pagamento do piso do magistério, construção e reformas das escolas e condições de trabalho em toda rede estadual.“A educação amapaense cansou!” “Chega de desvalorização!” Essas foram algumas das falas dos profissionais da educação que participaram da Assembleia que...
Publicado: 06 Abril, 2023 - 16h42
Escrito por: CNTE
Profissionais da educação aprovaram greve, a partir do dia 13 de abril, para exigir do governo do Amapá o pagamento do piso do magistério, construção e reformas das escolas e condições de trabalho em toda rede estadual.
“A educação amapaense cansou!” “Chega de desvalorização!” Essas foram algumas das falas dos profissionais da educação que participaram da Assembleia que votou pela greve da rede estadual de ensino, com data para a próxima quinta-feira (13), em todo o Amapá.
A decisão foi tomada após o governo do estado anunciar a proposta de reajuste linear de 5,6% para todos os servidores públicos do estado. O anúncio não agradou os trabalhadores. “O reajuste anunciado pelo governo (5,6%) não cobre sequer o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que fechou 5,79% em 2022. Nossa categoria está cansada de ser desvalorizada. Queremos saber onde está o recurso do FUNDEB que aumentou em mais de 22% só esse ano”, disse Kelson Luís, vice-presidente do SINSEPEAP.
O estado do Amapá em 2023 deve ultrapassar a soma dos 9 bilhões em recursos do orçamento público, apresentando um acréscimo de mais 3 bilhões. Somado a isso, está o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), que teve um aumento aproximado de 22%, dados levantados pelo Departamento de Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), a pedido do SINSEPEAP. O reajuste proposto pelo governo é oriundo exclusivamente dos recursos do tesouro estadual, ou seja, não está se aplicando o que a lei do FUNDEB estabelece sobre a utilização do fundo no percentual de 70% para a remuneração dos profissionais do magistério. A entidade e a categoria se perguntam onde está sendo aplicado o recurso?
O SINSEPEAP tem levantados inúmeros dados que apontam aumento na arrecadação do governo, um deles é a estimativa da Confederação Nacional de Municípios o FUNDEB para a rede estadual está estimado em mais de 1 bilhão de reais para custear a remuneração dos profissionais em educação básica e manutenção das escolas de todo estado. “Temos acumulados nesses últimos anos perdas astronômicas, mas seguimos carregando a educação amapaense nas costas. Fazemos festas, rifas e uma série de atividades para manter o cotidiano escolar e a própria manutenção das escolas. O governo do estado precisa lembrar que a educação e seus profissionais devem ser prioridades ”, lembrou Kátia Almeida, presidenta do SINSEPEAP.
Por isso, a categoria decidiu pela deflagração da greve para o dia 13 de abril (quinta-feira), com concentração na Praça da Bandeira, às 9h, na tentativa de sentar à mesa com o próprio governador do estado, Clécio Luís, que é professor e conhecedor das pautas da educação. Nossa exigência é que o próprio governador sente a mesa e garanta um reajuste digno e todo um plano de valorização da escola pública e de seus profissionais.
Pela Assessoria de Imprensa do SINSEPEAP (06/04/2023)