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Educadores brasileiros se solidarizam com a presidenta do SISPEC de Camaçari

O ato de rasgar um documento que representa o sustento de um/a trabalhador/a é uma demonstração de arrogância e um ataque direto à valorização do servidor público e à própria educação

Publicado: 10 Abril, 2026 - 16h57 | Última modificação: 10 Abril, 2026 - 17h17

Escrito por: CNTE | Editado por: CNTE

SISPEC
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Os/as trabalhadores/as em educação de todo o Brasil manifestam a sua mais profunda solidariedade aos professores e professoras do município de Camaçari, bem como ao seu sindicato representativo, o SISPEC, em face do lamentável episódio ocorrido recentemente no plenário da Câmara Municipal da cidade. Em uma mistura de misoginia e machismo, a agressão de um vereador contra uma mulher educadora diz muito sobre a violência contra as mulheres que ainda impera no Brasil.

É inadmissível que, no exercício de uma função pública que deveria prezar pelo diálogo e pelo respeito às instituições, o vereador Jamesson (PL) tenha protagonizado um ato de tamanha desqualificação profissional e desrespeito humano ao rasgar o contracheque de uma educadora em plena sessão legislativa. Revelou-se um parlamentar menor e um ser humano absolutamente desprezível com uma atitude desse nível contra uma professora e presidenta da entidade que representa toda a categoria.

O gesto do parlamentar da extrema direita não fere apenas a dignidade da professora Sara Santiago Carneiro, diretamente envolvida e a quem nos solidarizamos; ele agride, simbolicamente, toda a categoria docente, as mulheres baianas e a população como um todo de Camaçari. O contracheque é o símbolo do suor, da dedicação e do direito fundamental à subsistência de quem constrói o futuro das crianças e jovens através da educação.

O ato de rasgar um documento que representa o sustento de um/a trabalhador/a é uma demonstração de arrogância e um ataque direto à valorização do servidor público e à própria educação. Reconhecemos a legitimidade da luta sindical e reforçamos que os ataques individuais ou coletivos não intimidarão a busca por direitos e por uma educação de qualidade. A educação se faz com respeito e valorização de seus/uas profissionais, não com espetáculos de desrespeito e agressão em tribunas parlamentares.

Reiteramos que a Câmara Municipal deve ser a "Casa do Povo", um espaço de construção democrática, e não um palco para agressões e humilhações de qualquer ordem. Esperamos que as medidas cabíveis sejam tomadas para que a ética parlamentar seja preservada e que episódios de tamanha violência simbólica não voltem a manchar a história política de Camaçari.

Todo apoio aos professores e professoras de Camaçari! Toda nossa solidariedade à professora Sara Carneiro, presidenta do SISPEC, sindicato combativo e de luta por uma educação pública de qualidade para toda a cidade

Exigimos respeito ao SISPEC e à categoria docente!