ES: Espírito Santo: trabalhadores(as) da Grande Vitória foram às ruas nos dias 29 e 1
Em atos realizados no final de semana, categoria repudia criminalização do movimento grevistaNa última sexta-feira, dia 29, os(as) trabalhadores em educação realizaram uma grande manifestação no Centro de Vitória para discutir com a população os motivos que levaram à greve dos(as) professores(as) da Grande Vitória. No ato, os(as) professores(as) distribuíram um informativo q...
Publicado: 03 Maio, 2011 - 12h52
Escrito por: CNTE
Em atos realizados no final de semana, categoria repudia criminalização do movimento grevista
Na última sexta-feira, dia 29, os(as) trabalhadores em educação realizaram uma grande manifestação no Centro de Vitória para discutir com a população os motivos que levaram à greve dos(as) professores(as) da Grande Vitória. No ato, os(as) professores(as) distribuíram um informativo que denunciava a falta de estrutura nas escolas, a intransigência dos políticos com a educação e uma nota pública contra a criminalização na greve e da movimentação sindical. A ação contou com a presença de trabalhadores(as) das redes municipais de Guarapari, Serra, Vitória, Cariacica e Vila Velha, além de outras cidades do estado.
Na manifestação organizada pelo sindicato, magistério levou à classe trabalhadora os desmandos cometidos pelos políticos com a educação no estado, inclusive as denúncias de mal uso da verba pública destinada a educação.
Leia trecho: “Enquanto a educação é abandonada, as verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica no Espírito Santo (Fundeb) são desviadas. Só em 2010, R$ 186 milhões de ICMS que veriam ser destinados ao Fundeb foram transferidos para o Fundo Estadual para o Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) por opção do Governo do Estado. Ou seja, é dinheiro público indo parar na mão de empresários”.
As prefeituras de Serra, Cariacica e Vitória recorreram à Justiça e conseguiram a decretação da ilegalidade da greve nos municípios, com multas diárias para o Sindiupes. Além disso, segundo reportagem do jornal A Tribuna de quinta-feira (28), o prefeito de Vitória, João Coser (PT), entrou com uma ação na Justiça pedindo a prisão dos diretores do Sindiupes e o bloqueio dos bens e da conta bancária do Sindicato.
O Sindicato vê a ação do Prefeito João Coser como uma tentativa de intimidar os professores que lutam por uma educação mais justa, de qualidade. A greve liderada pelo Sindiupes está assegurado pela Constituição Federal. Para o sindicato está garantida a liberdade de organização dos trabalhadores(as) para reivindicar melhores condições de trabalho e direitos salariais e, se preciso, fazer greve.
Professores em greve protestam no Dia do Trabalhador
Na manhã do último domingo, dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, os educadores(as) em educação realizaram uma caminhada por uma educação pública, democrática e qualidade. O magistério marchou pela orla da Praia de Camburi, onde convidaram a população a participar do ato. A organização da manifestação foi conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes).
Os representantes do magistério denunciaram a alarmante estrutura física das escolas, os baixos salários pagos aos professores e a negligência dos prefeitos, que se negam a discutir e encontrar soluções para as péssimas condições da educação nos municípios e no estado. “Mais do que reivindicar as perdas salariais, os professores em greve estão lutando por melhores condições de ensino para a infância e adolescência. Infelizmente, esta luta está sendo vista como crime pelas prefeituras”, ressalta a direção do sindicato.
Fonte: SINDIUPES, 02/05/11
Na última sexta-feira, dia 29, os(as) trabalhadores em educação realizaram uma grande manifestação no Centro de Vitória para discutir com a população os motivos que levaram à greve dos(as) professores(as) da Grande Vitória. No ato, os(as) professores(as) distribuíram um informativo que denunciava a falta de estrutura nas escolas, a intransigência dos políticos com a educação e uma nota pública contra a criminalização na greve e da movimentação sindical. A ação contou com a presença de trabalhadores(as) das redes municipais de Guarapari, Serra, Vitória, Cariacica e Vila Velha, além de outras cidades do estado.
Na manifestação organizada pelo sindicato, magistério levou à classe trabalhadora os desmandos cometidos pelos políticos com a educação no estado, inclusive as denúncias de mal uso da verba pública destinada a educação.
Leia trecho: “Enquanto a educação é abandonada, as verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica no Espírito Santo (Fundeb) são desviadas. Só em 2010, R$ 186 milhões de ICMS que veriam ser destinados ao Fundeb foram transferidos para o Fundo Estadual para o Desenvolvimento das Atividades Portuárias (Fundap) por opção do Governo do Estado. Ou seja, é dinheiro público indo parar na mão de empresários”.
As prefeituras de Serra, Cariacica e Vitória recorreram à Justiça e conseguiram a decretação da ilegalidade da greve nos municípios, com multas diárias para o Sindiupes. Além disso, segundo reportagem do jornal A Tribuna de quinta-feira (28), o prefeito de Vitória, João Coser (PT), entrou com uma ação na Justiça pedindo a prisão dos diretores do Sindiupes e o bloqueio dos bens e da conta bancária do Sindicato.
O Sindicato vê a ação do Prefeito João Coser como uma tentativa de intimidar os professores que lutam por uma educação mais justa, de qualidade. A greve liderada pelo Sindiupes está assegurado pela Constituição Federal. Para o sindicato está garantida a liberdade de organização dos trabalhadores(as) para reivindicar melhores condições de trabalho e direitos salariais e, se preciso, fazer greve.
Professores em greve protestam no Dia do Trabalhador
Na manhã do último domingo, dia 1º de Maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, os educadores(as) em educação realizaram uma caminhada por uma educação pública, democrática e qualidade. O magistério marchou pela orla da Praia de Camburi, onde convidaram a população a participar do ato. A organização da manifestação foi conduzida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes).
Os representantes do magistério denunciaram a alarmante estrutura física das escolas, os baixos salários pagos aos professores e a negligência dos prefeitos, que se negam a discutir e encontrar soluções para as péssimas condições da educação nos municípios e no estado. “Mais do que reivindicar as perdas salariais, os professores em greve estão lutando por melhores condições de ensino para a infância e adolescência. Infelizmente, esta luta está sendo vista como crime pelas prefeituras”, ressalta a direção do sindicato.
Fonte: SINDIUPES, 02/05/11