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CNTE condena ataques ao Irã e defende paz nas relações internacionais

Publicado: 17 Abril, 2026 - 18h04 | Última modificação: 17 Abril, 2026 - 20h46

Escrito por: CNTE | Editado por: CNTE

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Os/as trabalhadores/as em educação de todo o Brasil, reunidos em Brasília nos dias 16 e 17 de abril de 2026, na oportunidade da realização do seu Conselho Nacional de Entidades da Confederação N acional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) manifestam o seu mais profundo e veemente repúdio à recente escalada de violência e às operações militares promovidas pelo Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a soberania da República Islâmica do Irã.

É com extrema preocupação que observamos a reedição de uma política externa pautada pela força bruta e pelo ultimato. A postura adotada pela administração de Donald Trump, caracterizada por uma retórica inflamada e pela execução de operações como a "Fúria Épica", ignora décadas de esforços diplomáticos e viola frontalmente os princípios básicos do Direito Internacional e da Carta das Nações Unidas. O uso da "pressão máxima" através de bombardeios e sanções asfixiantes não é um caminho para a paz, mas uma receita para o desastre humanitário e a instabilidade global.

A estratégia de buscar a "rendição incondicional" ou a mudança de regime através da coerção militar coloca em risco a vida de milhões de civis e ameaça arrastar o mundo para um conflito de proporções imprevisíveis. Rejeitamos a lógica de que a segurança de uma nação possa ser construída sobre a destruição de outra. A história recente nos ensina que intervenções estrangeiras no Oriente Médio deixam como legado apenas o vácuo de poder, a insurgência e o sofrimento humano.

Bombardeios no Irã feitos por EUA e Israel afetaram severamente a infraestrutura educacional, com relatos de mais de 900 escolas e 32 universidades atingidas. Em um só ataque, esses ataques causaram a morte de 168 crianças e 14 professoras em uma escola feminina. Investigações preliminares indicam que o ataque foi realizado com um míssil Tomahawk americano. Ataques a Universidades: Além de escolas primárias e secundárias, pelo menos 32 universidades e faculdades, incluindo a Universidade de Tecnologia Sharif, foram bombardeadas desde o início das hostilidades. A educação é uma das áreas mais atingidas pelas agressões do imperialismo dos Estados Unidos

Expressamos nossa total e incondicional solidariedade ao povo iraniano. São os homens, mulheres e crianças do Irã que sofrem as consequências diretas do medo, do desabastecimento e da perda de vidas causados pela guerra. Reconhecemos a rica história e a resiliência desta nação e defendemos que o seu futuro deve ser decidido exclusivamente pelos próprios iranianos, em um ambiente livre de ameaças externas e bombas.

Exigimos o imediato cumprimento e o fortalecimento do cessar-fogo temporário, transformando-o em uma interrupção definitiva das hostilidades. Instamos a comunidade internacional, as Nações Unidas e os países mediadores a exercerem sua influência para interromper a marcha bélica de Washington e retomar os canais de diálogo diplomático sem pré-condições humilhantes.

A paz não é a ausência de conflitos, mas a presença de justiça e diplomacia. Pela autodeterminação dos povos, paz no mundo e fim dos ímpetos imperiais e imperialistas de Donald Trump!

Brasília, 17 de abril de 2026

Conselho Nacional de Entidades da CNTE