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PB: Sindicato denuncia que 40% das escolas estão em estado caótico

Cerca de 40% das 1.036 escolas estaduais da Paraíba enfrentam sérios problemas relacionados à falta de infraestrutura e número insuficiente de professores e demais funcionários. A denúncia foi feita ontem, pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep-PB), que vai paralisar as atividades nos próximos dias 22 e 23 deste mês. “O moti...

Publicado: 15 Março, 2011 - 14h30

Escrito por: CNTE

Cerca de 40% das 1.036 escolas estaduais da Paraíba enfrentam sérios problemas relacionados à falta de infraestrutura e número insuficiente de professores e demais funcionários. A denúncia foi feita ontem, pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep-PB), que vai paralisar as atividades nos próximos dias 22 e 23 deste mês. “O motivo da paralisação é a luta por concurso público, piso nacional e valorização do servidor, além dos outros problemas encontrados nas escolas estaduais da Paraíba”, destaca Ronaldo Cruz um dos diretores do Sintep.

Segundo o sindicato, em escolas do Sertão, foram contratadas merendeiras que sequer sabem cozinhar. “É essa a nossa realidade e algo precisa ser feito urgentemente”, lamenta Ronaldo Cruz, que reclama da falta de diálogo com o novo secretário de Educação, Afonso Scocuglia.

A Escola de Ensino Fundamental Professora Tércia Bonavides Lins, no bairro do Valentina Figueiredo, em João Pessoa, exemplifica bem a denúncia. A direção se viu obrigada a suspender o intervalo dos alunos, com idades entre cinco e 10 anos. “A escola está cercada de mato, que favorece o aparecimento de caramujos africanos, que podem transmitir doenças. Por isso, decidimos cortar o intervalo”, explica Vilma Maria de Sousa, que responde pela diretoria da escola.

A escola também tem paredes com rachaduras e banheiros praticamente sem condições de uso. As infiltrações nas paredes são motivo de preocupação, principalmente quando chove. Uma caixa d’água antiga foi substituída, mas continua jogada no pátio, juntando água parada, o que representa risco de dengue.

Para garantir o lanche das crianças, o jeito é improvisar. “Eu e outra servidora, que é auxiliar de serviços, precisamos ir para a cozinha”, afirma. O Conselho Tutelar foi chamado à escola para entender o motivo de tanta reclamação por parte dos pais. O diretor do Sintep acrescenta que o problema da violência continua tirando a tranquilidade nas escolas do Estado. No dia 25 de março a categoria realiza assembleia para discutir o indicativo de greve.

OUTRO LADO

Por meio da assessoria de imprensa, a secretária-executiva de Estado da Educação, Márcia Lucena, diz que os contratos das merendeiras foram feitos a partir da indicação das escolas e regionais de Educação. Ela também destaca que, “se é detectado que a merendeira não sabe cozinhar, faz parte da gestão da escola devolver essa profissional a regional e à Secretaria da Educação para que seja feita a substituição”.

Em relação à falta de infraestrutura, a secretária afirma que o problema não começou nesse governo. “As medidas estão sendo tomadas, mas a solução não vem do dia para a noite. Não estamos parados”, frisa. Márcia Lucena admite a violência como um problema existente no ambiente escolar e ressalta que “é um desafio para os diferentes segmentos sociais, não só para a Educação ou a escola”.

Segundo ela, a secretaria está construindo medidas e ações que têm o objetivo de enfrentar o desafio. Por fim, Márcia afirma que não consta nenhum registro de pedido de audiência com a secretaria por parte do sindicato.

APLP

A reivindicação pelo pagamento do piso nacional é uma luta também da Associação dos Professores de Licenciatura Plena do Estado da Paraíba (APLP). A categoria enviou um documento ao governador Ricardo Coutinho solicitando o pagamento, nos vencimentos básicos dos contracheques de março, retroativo a janeiro, o reajuste salarial.

Reajuste referente ao piso salarial nacional da categoria, no percentual de 15,84%, aprovado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Com isso, os salários dos professores passariam de R$ 1.024,67 para R$ 1.187,97, valor inicial da formação média.

Fonte: SINTE PB, 11/03/11