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Solidariedade internacional fortalece a luta pela educação pública no 35º Congresso

Lideranças estrangeiras levam mensagens de apoio ao Brasil e reafirmam que a defesa da educação pública é uma causa sem fronteiras

Publicado: 17 Janeiro, 2026 - 10h04 | Última modificação: 17 Janeiro, 2026 - 10h32

Escrito por: CNTE | Editado por: CNTE

Vinicius de Melo e Renato Alves
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A participação de delegações internacionais deu dimensão global ao 35º Congresso Nacional da CNTE, realizado nesta sexta-feira (16), em Brasília. Representantes sindicais de diversos países levaram mensagens de solidariedade e reafirmaram que a defesa da educação pública, da democracia e dos direitos trabalhistas ultrapassa fronteiras.

A secretária-geral da CNTE, Fátima Silva, sublinhou o significado político do encontro. “Receber representantes de tantos países mostra que nossa luta não é isolada. A defesa da escola pública é uma causa internacional, construída coletivamente pelos trabalhadores e trabalhadoras da educação”, afirmou.

O presidente da CNTE, Heleno Araújo, reforçou o compromisso da entidade com a solidariedade internacional e a resistência aos retrocessos. Em seguida, conduziu o coro que tomou o auditório: “Fora Trump da América Latina”.

Hugo Yasky, presidente da Central de Trabalhadores Argentinos (CTA), abriu as falas destacando a unidade da luta sindical latino-americana em defesa da democracia e da educação pública. 

Já o representante da  National Education Association (NEA), dos Estados Unidos, Noel Candelaria, manifestou o apoio dos educadores norte-americanos aos profissionais brasileiros.

Representando a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), de Portugal, José Feliciano Costa elogiou a dimensão do congresso e ressaltou o papel transformador da escola pública. “A direita não gosta da escola, porque ela permite que os alunos sejam alguém. Os sindicatos são construtores fundamentais da escola pública”, afirmou.

Já a coordenadora da Internacional da Educação para a América Latina, Gabriela Bonilla, fez um resgate simbólico da trajetória da CNTE. “No hino de vocês se fala em ‘paz no futuro e glória no passado’. Essa glória revela o quanto a CNTE foi e segue sendo importante. O meu país precisa da CNTE”, disse.

A mesa foi composta, ainda, pelas lideranças Carmem Ludwig, do Sindicato da Educação e da Ciência (GEW), da Alemanha, e Fredy Hernan Molina Jimenez, da Federação Colombiana de Trabalhadores da Educação (Fecode); 

Ao final, Fátima Silva e Heleno Araújo entregaram às delegações fotos de pontos turísticos de Brasília, gesto que simbolizou acolhimento, troca cultural e o fortalecimento da solidariedade entre educadores de diferentes partes do mundo.