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Todo apoio à justa greve da educação municipal de Rio Branco: valorização já!

Publicado: 01 Junho, 2026 - 09h23

Escrito por: CNTE | Editado por: CNTE

Divulgação/Prefeitura Municipal de Rio Branco
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Os/as trabalhadores/as em educação de todo o país vêm a público manifestar o seu integral e irrestrito apoio à greve dos profissionais da educação da rede municipal de ensino de Rio Branco, capital do Estado do Acre. A paralisação das atividades é a resposta legítima e necessária de uma categoria que exauriu todas as tentativas de diálogo e se recusa a aceitar o sufocamento de sua dignidade e de suas condições de vida.

A pauta dos/as educadores/as de Rio Branco é, acima de tudo, uma luta por sobrevivência e respeito. Os/as profissionais da educação municipal enfrentam um cenário alarmante de desvalorização! Três anos de abandono por parte da atual gestão municipal! A categoria está sem qualquer reajuste salarial já durante todo esse período, vendo seu poder de compra ser corroído mês a mês. Nesses três anos, de completo congelamento, o acúmulo das perdas salariais já ultrapassa a marca dos 25%.

Trabalhar na educação de Rio Branco hoje significa arcar com o custo de uma inflação ascendente sem nenhuma contrapartida ou reposição por parte do Executivo Municipal. Exigir o reajuste salarial e o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) não é um privilégio; é um direito garantido por lei.

Repudiamos veementemente a postura adotada pela Prefeitura Municipal de Rio Branco que, ao invés de apresentar propostas concretas para solucionar o impasse, optou pela via da judicialização e da truculência institucional ao pedir a ilegalidade da greve.

Essa medida jurídica descabida tem um objetivo claro: criminalizar o direito constitucional de greve e tentar intimidar os/as trabalhadores/as. Ao acionar a Justiça para sufocar o movimento, a gestão municipal interdita qualquer possibilidade de negociação — um diálogo que, na realidade, já vinha sendo negligenciado e empurrado com a barriga pela Prefeitura muito antes da deflagração do movimento.

Quem fecha as portas para o entendimento é o próprio Governo Municipal, demonstrando uma profunda falta de compromisso com os/as estudantes, com as famílias e com os/as profissionais que sustentam as escolas e creches da capital do Estado do Acre.

Não há educação de qualidade sem profissionais valorizados/as. A responsabilidade pela suspensão das aulas e pelos transtornos causados à comunidade escolar recai inteiramente sobre os ombros do Prefeito e de sua equipe de gestão.

Exigimos a imediata retirada das ações judiciais punitivas, o respeito ao direito de greve e a abertura urgente de uma mesa de negociação real, que apresente um índice de reajuste capaz de recompor as perdas da categoria.

Profissionais da educação de Rio Branco, sua luta é justa e tem o apoio do povo! Toda solidariedade aos/às profissionais de ensino da rede municipal de Rio Branco, bem como ao SINTEAC, que organiza e mobiliza a categoria com valentia!

 

Brasília, 29 de maio de 2026

Direção Executiva da CNTE